
Sonolenta e calma em pleno adormecer do dia,
abrem-se vãos em mim para os fantasmas que se fazem meus,
permeando as quatro paredes do caos do meu quarto...
Cega à razão, pelas frestas dos meus olhos, saúdo figuras luminosas que se aconchegam na escuridão.
A elas me entrego
com elas me espalho em desmedidos vôos...
E, neste fascínio,
arrebatam minhas melhores lembranças
amores adormecidos, loucos, reais
imagináveis e possíveis
antológicos e por vir
dos paradoxos que compõem o imaginário do meu ser...
Com elas folgo contente até amanhecer.
Às vezes até choro
e, neste jogo lúdico,
pinto e bordo
desejos imaginários para sentir
quando reencontrar novamente meus fantasmas reais,
as fantasmagorias do meu ilusório encantamento.
jbp©
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